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8 Foot Sativa, metal contra a exploração animal

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Banda neozelandesa que conquistou projeção internacional é formada apenas por músicos veganos

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8 Foot Sativa é uma banda de metal de Auckland, na Nova Zelândia, que foi fundada em 1998 e traz na formação somente músicos veganos. Também é considerada uma das bandas de metal mais bem-sucedidas internacionalmente da história do país.

Com uma postura vegana e favorável ao abolicionismo animal, o 8 Foot Sativa já excursionou com bandas como Motörhead, Fear Factory, Corrosion of Conformity, Soufly, Disturbed, Slipknot, Korn, System of a Down e Children of Bodom, o que tem ajudado a espalhar a sua mensagem contra a exploração animal.

Em 2007, eles lançaram o álbum “Poison of Ages”, baseado em nove músicas que apresentam o ponto de vista de um vegano sobre diversos temas, mas principalmente sobre a maneira como a humanidade vem destruindo o planeta ao longo dos tempos.

Formado por Justin “Jackhammer” Niessen (vocal), Nik Davies (guitarra), Gary Smith (guitarra), Htims “Rom” Mor (Baixo) e Corey Friedlander (bateria), o 8 Foot Sativa lançou em janeiro de 2009 um single intitulado “Sleepwalkers”. No clipe de divulgação da música homônima, que faz referência ao fato do ser humano agir como um sonâmbulo em relação à exploração animal, o espectador é convidado a seguir um bezerro que é levado de uma fazenda para um matadouro.

Depois, vemos uma família comprando a carne do bezerro em um mercado, o que é uma alusão ao fato de que financiamos esse tipo de morte quando consumimos carne. “Sleepwalkers” é um vídeo visceral que mostra também como são tratados porcos e galinhas, animais mantidos confinados em pequenos espaços. Para intimidar ainda mais o público, ao final a banda informa: “Milhares de animais foram prejudicados na produção deste vídeo.”

Em fevereiro 2013, a banda lançou a coletânea “Ten Years of Sativa”, que traz a música “Sleepwalkers”. Antes do surgimento do 8 Foot Sativa, os integrantes formaram uma banda no colegial e tocaram covers de Sepultura, Slayer, Pantera, Metallica, Judas Priest e Iron Maiden, algumas das suas principais influências. De 2002 a 2013, eles lançaram os álbuns “Hate Made Hate”, “Season for Assault”, “Breed the Pain”, “Poison of Ages” e “The Shadow Masters”.

Referências

http://www.8footsativa.co.nz/

https://www.facebook.com/8FOOTSATIVABAND/

http://www.muzic.net.nz/artists/512.html

http://www.metal-archives.com/bands/8_Foot_Sativa/14412

 

 

A disfunção narcotizante e a banalização da morte animal

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“A dor de uma mãe”, da artista francesa Stephanie Valentin

Quando estudei teoria da comunicação na faculdade, um dos conceitos que mais me intrigou foi o da disfunção narcotizante, proposto por Lazarsfeld e Merton, que nada mais é do que a banalização da violência, e mesmo de tudo que é errado, imoral ou antiético.

Durante muito tempo, associei essa ideia a de uma criança que depois de testemunhar tantas mortes, já não sente mais nada quando vê um corpo caído; a do homem que lê tantas desgraças nos jornais que já não sente nada diante das tragédias.

Hoje, eu relacionaria também a disfunção narcotizante com, por exemplo, a nossa realidade nos açougues, onde encontramos animais mortos, e inclusive inteiros (como é o caso do leitão), mas normalmente nos negamos a vê-los como seres que, assim como nós, respiravam, se emocionavam. Enfim, tinham vida.

Tenho certeza de que a maioria das pessoas quando vai ao açougue jamais pensa em como foi a vida do porquinho que repousa morto atrás de uma vitrine. Afinal, por que confrontar a realidade quando podemos ignorar a exploração e a violência, vivermos em uma realidade de disfunção narcotizante?

Sobre a questão moral da exploração animal e as ostras

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Mesmo que ostras não sentissem dor, isso não significa que estão disponíveis à exploração (Foto: Reprodução)

Esses dias, testemunhei uma discussão sobre animais que hipoteticamente “não sentem dor”. Na minha opinião, a questão moral e ética da exploração animal não deve ter como parâmetro apenas o nível de dor que um animal é capaz de sentir.

Se há uma indesejada e desnecessária interferência humana, eu já vejo isso como errado. Não temos o direito de interferir na vida dos animais não humanos, a não ser que eles precisem de nós.

Essa tendência há equacionar tudo com base em quem sofre mais ou menos não deve ser a única referência quando falamos de direitos animais. Inclusive é por isso que muitos animais, principalmente marinhos, são subestimados.

Sobre moluscos, por exemplo, como ostras, já vi o filósofo australiano Peter Singer dizendo que tudo bem em comê-las, porque, segundo ele, elas não sentem dor. O que hoje em dia não é nem mesmo uma afirmação, mas sim uma opinião, já que não é possível confirmar isso.

Os pesquisadores Robyn Jean Crook e Edgar Walters, da Universidade Estadual de São Francisco e da Universidade do Texas, descobriram que ostras e mexilhões têm sistemas nervosos rudimentares e, por isso, parecem não usar opiáceos endógenos para inibir a dor, de acordo com o artigo “Nociceptive Behavior and Physiology of Molluscs: Animal Welfare Implications”.

A posição de Singer só reafirma a sua defesa utilitarista, o que nesse caso não representa o veganismo, já que o veganismo versa sobre a não exploração animal, e acho que é importante evitar excluir animais porque hipoteticamente eles não sentem dor ou parecem não reagir negativamente à intervenção humana. Animais não foram feitos para os nossos próprios fins. E acho que essa deveria ser a premissa de todos aqueles que são veganos ou vegetarianos por questões morais e éticas.

Written by David Arioch

março 12, 2017 at 7:45 pm

Al Ma’arri e a crítica à exploração animal

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Ele se recusava a produzir panegíricos, odes aos ricos patronos que patrocinavam os artistas da época. Al Ma’arri considerava isso vergonhoso.

Mesmo vivendo em situação muito próxima da miséria, ele se negava a se alimentar de animais. Sua alimentação era baseada principalmente em feijões.

Written by David Arioch

março 1, 2017 at 11:45 pm

Há quem não goste de saber sobre a realidade da exploração animal

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Arte do livro “Cruel: Bearing Witness to Animal Exploitation”, da britânica Sue Coe

Várias pessoas não veganas nem vegetarianas com quem conversei nos últimos meses me disseram que não gostam de saber o que realmente acontece com os animais explorados pela indústria. Acredito nisso, porém, encaro também como uma meia verdade. Não se trata simplesmente de não gostar.

Há muitas pessoas que evitam confrontar esse tipo de realidade porque sabem que isso pode tirá-las da zona de conforto. Têm receio de sentirem-se péssimas e culpadas. Esse apontamento não é feito por ninguém, a não ser por quem se lança nesse tipo de experiência.

Naturalmente, há boas chances de uma pessoa se questionar sobre a conivência e naturalização desse sistema exploratório. Claro, uma pessoa pode, de fato, não se tornar vegetariana nem vegana depois de aprender um pouquinho sobre direitos animais e veganismo, mas sempre existe a probabilidade de que algo mude em sua consciência.

Written by David Arioch

fevereiro 26, 2017 at 6:37 pm

O retrato do desespero na indústria de peles

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Registro da fotógrafa canadense Jo-Anne McArthur

O medo e o desespero dos animais usados na indústria de peles. Desde 2009, a premiada fotógrafa canadense Jo-Anne McArthur registra a realidade da indústria de peles. Não existe extração de pele animal que não seja agressiva, baseada em privação, sofrimento ou morte. Nenhum animal não humano nasce com um tipo específico de pele por acaso. Ele precisa da pele dele, assim como você precisa da sua.

Não compre nada baseado em couro, lã ou qualquer artigo que resulte da exploração animal. Do contrário, você estará não apenas financiando a morte desses animais, como também se vestindo ou adornando o seu próprio corpo com fragmentos de privação, sofrimento ou morte. Seja consciente. Evite vestuário, calçados e acessórios a partir de pele de animais.

Written by David Arioch

fevereiro 26, 2017 at 6:31 pm

“Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”

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Paul McCartney: “Somente o preconceito permite a qualquer um pensar que existe diferença entre maltratar um gato e maltratar uma galinha, ou maltratar um cachorro e maltratar um porco”

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O britânico Paul McCartney é o apresentador de Glass Walls

“Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos” se tornou uma das citações mais populares entre vegetarianos e veganos desde 2009. A frase foi dita pelo compositor britânico Paul McCartney no documentário Glass Walls (Paredes de Vidro), apresentado voluntariamente por ele em uma produção da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta).

Logo no início, McCartney relata que animais criados para atender a demanda da indústria passam por muitas situações de sofrimento. Exemplo é a realidade de frangos e perus, apontados como os animais que mais sofrem nesse mercado. Ele narra que não é incomum encontrar aves vivendo amontoadas aos milhares em espaços imundos, convivendo inclusive com os próprios excrementos.

Selecionadas geneticamente, elas chegam a crescer tanto em pouco tempo que, incapazes de suportarem o próprio peso, sofrem fraturas e ficam aleijadas. Funcionários mal remunerados também descontam nos animais as suas insatisfações. E isso acontece com frequência porque o trabalho nesses locais não é monitorado, segundo o documentário. “Muitas investigações em abatedouros de frangos e perus revelaram chocantes crueldades que vão além dos usuais abusos”, declara Paul McCartney.

O filme também mostra um vídeo de um homem falando enquanto torce violentamente o pescoço de uma galinha. “Às vezes, elas são difíceis de matar”, comenta com naturalidade. Há locais em que o espaço de confinamento das aves é tão pequeno que elas são incapazes de mover até as asas. Outro triste fato apresentado é que a ponta de seus bicos sensíveis é cortada com uma lâmina quente que provoca muita dor.

Para quem tem dúvidas sobre se essa prática é pontual ou recorrente, é possível encontrar vídeos de pessoas cortando os bicos de galinhas e frangos depois de esquentarem ferramentas na boca do fogão. O que é muito triste, levando em conta que o animal pode ficar até mais de um mês sofrendo em decorrência do corte.

McCartney afirma que frangos e galinhas são animais inteligentes cuja habilidade de raciocinar em alguns casos pode ser superior às habilidades de cachorros e crianças. Frangos e galinhas são também animais muito sociáveis, com uma elaborada ‘ordem de bicagem’ ou sistema de hierarquia social. Ainda assim, muitos são confinadas em gaiolas realmente pequenas durante sua vida inteira.

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Documentário mostra a realidade dos animais explorados pela indústria alimentícia

Acredito que todo mundo já viu galinhas ou frangos ocupando espaços minúsculos, sendo transportados por caminhões nas estradas. Então podemos dizer que não é difícil imaginar como esse tipo de confinamento é desconfortável. E se mantido por longos períodos, como acontece em grandes aviários, o confinamento em espaço reduzido gera desgaste dos músculos, além da deterioração e quebra de ossos desses animais, principalmente pela falta de uso, já que eles não têm como se movimentar.

“Seus pés ficam lacerados, e seus corpos machucados e cortados por ficarem em pé em arames durante 18 meses antes de serem enviadas para os matadouros. Ao final de suas miseráveis vidas, galinhas e perus são forçadamente jogados em gaiolas superlotadas e transportados por horas, sob todos os tipos de condições climáticas, sem comida ou água. Nos abatedouros, as pernas dessas aves são enfiadas em grilhões e suas gargantas são cortadas, muitas enquanto estão completamente conscientes”, enfatiza Paul McCartney.

Sobre os porcos, Glass Walls informa que eles são mais inteligentes do que cachorros, e se saem até melhor do que primatas em algumas tarefas, como, por exemplo, em videogames interativos. A justificativa é que suas habilidades cognitivas são superiores às habilidades de uma criança de três anos. Mesmo assim, esses animais não estão isentos de ficarem presos em condições de lotação e imundície.

“Muitos deles enlouquecem com o estresse, abusos e completa falta de estímulos mentais. Porcas reprodutoras são tratadas como máquinas, forçadas a gerar filhos atrás de filhos. Dão à luz em celas áridas, sem espaço para que cuidem dos filhotes. Leitões doentes ou muito pequenos são rotineiramente mortos”, lamenta McCartney.

O filme mostra cenas chocantes de um funcionário de um abatedouro matando um porquinho a pancadas. Um sujeito que não aparece ri e comemora. O compositor britânico denuncia que as condições vividas por muitos desses animais são tão ruins que a morte de porcos em decorrência de doenças é considerada aceitável pela indústria.

“Eles são selecionados para crescer de forma anormalmente rápida, o que provoca lesões, doenças e dor constante. Depois são submetidos a um transporte massacrante antes de serem abatidos. A insensibilização por choque elétrico não é confiável, o que significa que muitos porcos estão conscientes enquanto suas gargantas são cortadas”, revela o apresentador.

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O filme tem duração de apenas 13 minutos

De acordo com o professor e renomado biólogo britânico Donald Broom, da Universidade de Cambridge, vacas e bois nunca esquecem um rosto ou lugar. São animais com habilidades para resolver problemas complexos. Em suas pesquisas, Broom registrou que bovinos são tão dóceis que chegam a saltar no ar quando descobrem a solução para um problema. Ainda assim, são vistos apenas como matéria-prima para a produção de carnes e laticínios.

Outra informação pouco divulgada é que para ampliar a produção de carne e leite, os produtores alimentam as vacas com uma dieta não natural, gerando desconforto e dor ao animal. Durante o inverno em locais frios, não é tão incomum encontrar bovinos amontoados em galpões imundos e congestionados, o que lembra o mesmo regime de confinamento de aves e suínos. O que muita gente ignora, e também é defendido pelo documentário, é que as vacas produzem leite para os bezerros, não para seres humanos. E o que reforça essa afirmação é que para as vacas não pararem de produzir leite, elas são mantidas grávidas ou em fase de amamentação a maior parte de suas vidas.

As vacas leiteiras do mundo real  não são como a “Maiada” do Chico Bento. Uma vaca pode chegar a vinte anos se for bem tratada, mas quando exploradas muitas morrem aos seis anos, e em regime de exploração contínua, o que gera um grande desgaste psicológico e emocional. O filhote é afastado da mãe logo após o nascimento, causando grande estresse aos dois.

“Hoje em dia, nas fazendas leiteiras, as vacas são tratadas como máquinas de leite. Algumas são geneticamente manipuladas para produzir dez vezes mais leite do que seus bezerros mamariam naturalmente. Algumas vezes por dia, elas são conectadas a máquinas, o que pode causar uma dolorosa mastite por ordenha repetitiva. Quando elas não são mais úteis como produtoras de leite, são levadas ao matadouro para serem moídas e transformadas em hambúrgueres e em matéria-prima para sopas industrializadas”, assinala Paul McCartney.

Outra etapa dolorosa é a viagem de vacas até os matadouros. Muitas delas, fragilizadas pelo desgaste decorrente dos anos dedicados à produção de leite, morrem no caminho. Antes de serem mortas, elas passam pelo sistema de insensibilização que, assim como acontece com os porcos, não é realmente eficaz e pode intensificar a agonia e o desespero das vacas diante da morte. “Os abates religiosos são, no mínimo, tão cruéis quanto os métodos de abate convencionais. A carne desses animais é certificada como kosher pela União Ortodoxa, a maior certificadora kosher do mundo”, pontua McCartney.

Outro importante aspecto elencado pelo documentário é a realidade dos animais aquáticos. Paul McCartney ressalta que peixes têm tanto direito à vida quanto outros seres vivos, pois há um consenso científico de que eles são inteligentes; têm diferentes personalidades individuais e memórias sofisticadas.

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McCartney: “Sofrimento é sofrimento, não importa como você o provoque”

“Não como ninguém que eu tenha conhecido pessoalmente. Eu não comeria deliberadamente uma garoupa mais facilmente do que eu comeria um Cocker spaniel. Eles têm uma índole tão boa, tão curiosa. Você sabe, peixes são sensíveis. Eles têm personalidade, sofrem quando são feridos. Também sentem dor do mesmo jeito que mamíferos”,  constatou a renomada bióloga estadunidense Sylvia Earle. Mesmo com tantas informações disponíveis sobre a natureza dos peixes, todos os anos eles são mortos aos bilhões.

Quando centenas de toneladas de peixes são capturados em redes de pesca, é comum os animais sofrerem em consequência da descompressão, sufocamento ou esmagamento. Nesse tipo de pesca, geralmente pega-se “acidentalmente” golfinhos, baleias, tartarugas e outros animais indesejados por parte da indústria. “São todos rotineiramente fisgados por anzóis e emaranhados em redes. [Quando indesejados] Seus corpos são jogados de volta ao oceano”, acrescenta McCartney, ponderando que alguns cientistas ambientais acreditam que nesse ritmo os oceanos estarão vazios até o ano de 2048.

Em Glass Walls, a aquacultura e as criações industriais subaquáticas também são qualificadas como extremamente abusivas, já que não é tão incomum os peixes terem de nadar entre seus próprios dejetos em tanques congestionados e até contaminados. “As doenças prosperam. As condições em algumas fazendas são tão horríveis que 40% dos peixes morrem antes mesmo dos criadores matá-los e empacotá-los como comida”, critica Paul McCartney.

Outro fator a se considerar é que, segundo o documentário, o consumo de peixes é a causa número um de intoxicação alimentar, e o único meio realmente significativo dos seres humanos estarem expostos à intoxicação por mercúrio, o que, dependendo da quantidade, pode causar problemas neurológicos.

Para Paul McCartney, não importa se a carne consumida pelos seres humanos é de um animal de quatro pernas, duas ou nenhuma. No seu entendimento, todas as carnes são vermelhas, em referência ao sangue derramado. O apresentador cita o surgimento de novas doenças em decorrência da produção moderna de carne, entre as quais a doença da vaca louca, Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e gripe aviária.

“Produtos de origem animal estão constantemente contaminados por bactérias como campylobacter, salmonela e E. Coli. O consumo de carne animal, que está cheio de gorduras e colesterol, é também um dos principais responsáveis pelo aumento vertiginoso de pessoas com obesidade, doenças cardíacas e câncer.

Por outro lado, vegetarianos correm menos riscos de contraírem doenças, o que para o compositor britânico Paul McCartney é um grande motivo para abdicarmos dos alimentos de origem animal.

“E se você se preocupa com o meio ambiente, por favor, saiba que de acordo com cientistas da ONU [Organização das Nações Unidas], o consumo mundial de carne gera cerca de 40% mais gases do efeito estufa do que a soma dos gases emitidos por todos os transportes do mundo. O relatório da ONU também afirma que comer carne é uma das maiores contribuições à degradação de terras, escassez de água e poluição do ar e da água. Se nos preocupamos com o meio ambiente, tirar a carne da nossa dieta é a ação mais importante que podemos tomar”, recomenda McCartney.

Ao final, o apresentador diz que somente o preconceito permite a qualquer um pensar que existe diferença entre maltratar um gato e maltratar uma galinha, ou maltratar um cachorro e maltratar um porco. Sofrimento é sofrimento, não importa como você o provoque. Ademais, não tenho dúvida de que o mercado da exploração animal é um dos negócios mais lucrativos da história da humanidade. Afinal, os animais não ganham nada para serem torturados e mortos. Como isso pode não ser um grande exemplo de injustiça?

Saiba Mais

Lançado em 2009, o controverso filme de curta-metragem tem apenas 13 minutos de duração.