David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Posts Tagged ‘ditadura militar

A contradição de clamar por democracia sendo antidemocrático

leave a comment »

Vejo muita passionalidade envolvida, e muitas vezes me parecem armadilhas do ego e da vaidade

Discurso de Péricles em Atenas, um dos símbolos da democracia (Pintura: Philipp Foltz)

Discurso de Péricles em Atenas, um dos símbolos da democracia (Pintura: Philipp Foltz)

Esses dias, testemunhei na internet um camarada sendo chamado de “comunista”, no sentido mais pejorativo do termo, aquele que hoje povoa o ideário comum, porque publicou um vídeo mostrando um general da época da ditadura militar impedindo um jornalista de exercer a própria função. Esse sujeito que o ofendeu com palavras baixas e declarou que o camarada deveria ser fuzilado por ser “comunista” é um exemplo de uma efervescência perigosa e sem precedentes que tenho visto na internet.

Primeiro porque o camarada não é “comunista”. Ainda assim, tentei entender o posicionamento do rapaz, mas foi impossível porque ele vive uma estoica contradição – uma pessoa que diz estar lutando pela democracia e ao mesmo tempo se coloca no direito de dizer que muitos brasileiros deveriam ser deportados ou fuzilados porque não pensam como ele. Me refiro a alguém que entra na internet para impor sua opinião de forma agressiva em páginas de pessoas com quem não partilha as mesmas ideias.

Penso que se não sou seu amigo e entro na sua página para comentar algo sem ser convidado, devo pelo menos ser educado e defender o meu posicionamento de forma ponderada e lúcida – o mínimo que se pode esperar de um ser humano que deveria respeitar o outro tanto quanto respeita a si mesmo. Não é correto invadir um perfil pessoal no Facebook para impor nada, até porque esse espaço pode, porém não precisa ser democrático. Ninguém tem o direito de fazer isso, independente de qualquer coisa.

Sinceramente, não há como negar que comportamentos como o do rapaz citado têm relação direta com a indigência cultural, já que generalizações e ofensas costumam ser usadas com mais frequência por pessoas que não são capazes de argumentar ou defender um ponto de vista sem apelar para clichês ou estereótipos. O sujeito que ofendeu esse meu camarada trabalha como instrutor em uma academia onde paro em frente quase todos os dias quando o sinal vermelho do semáforo está acionado.

Já o vi algumas vezes rindo e fazendo brincadeiras com alunos e colegas de trabalho, o que torna tudo mais chocante porque mostra como um ser humano aparentemente pacífico pode na realidade esconder uma faceta agressiva e tirânica, o que é interpretado por estudiosos do comportamento humano como sinais de sociopatia.

Acho válido citar também pessoas mais próximas que conheço há muito tempo e que presenciei e ainda presencio defendendo discursos de ódio em mídias sociais. Posso dizer que não é fácil olhar para a pessoa e não associá-la ao que li na internet. A vida segue, mas um resquício de fel na boca persiste.

Vejo muita passionalidade envolvida, e muitas vezes me parece armadilha do ego e da vaidade, aliada a uma visão canhestra do mundo; até um anseio jactante e quase totalitarista de redefinir o que é certo e errado. É incrível como nos deparamos todos os dias com pessoas hostilizando alguém. Tudo isso porque não foram preparadas para lidar com as diferenças, e acho que esse é um problema que surge na infância e adolescência.

Diariamente encontramos pessoas querendo moldar o mundo e as pessoas à sua maneira, o que não significa que seja algo basicamente ruim, já que no fundo todos fazemos isso de algum modo. E claro, muitas coisas nesse sentido são positivas. No entanto, a preocupação surge quando as negativas se sobrepõem, porque aí o respeito é relegado à farelagem e o ser humano deixa de ser humano.

Há diferenças entre viver na época da ditadura e entendê-la enquanto poder político

leave a comment »

Analfabetismo no Brasil da década de 1960 chegava a 60 e até 70% em muitos estados

Góes Monteiro, general que inspirou a Ditadura Militar no Brasil (Foto: Divulgação)

Góes Monteiro, general que inspirou a Ditadura Militar no Brasil (Foto: Divulgação)

Me sinto deslocado lendo tantos comentários que enaltecem a ditadura militar em páginas de notícias. “Meu pai, minha mãe, meu avô, minha avó, meu tio, minha tia e tantos outros contam que só apanhava na época da ditadura quem era bandido”, dizem muitos.

Francamente? Todo mundo tem alguém na família que diz isso e não é algo que me surpreenda porque interpreto de uma forma completamente diferente. Eles não reclamavam e ainda não reclamam da ditadura porque na realidade não se importavam muito com os rumos da política brasileira. Também gozavam de pouco entendimento sobre as responsabilidades de se viver em sociedade.

O individualismo naquela época já era uma coisa aberrante e foi exatamente isso que fez com que a ditadura perdurasse por 21 anos no Brasil. Ademais, tinha uma face sombria e uma néscia. A sombria era encampada por aqueles que se beneficiavam do sistema político vigente e a néscia era a dos menos instruídos ou incultos que tinham linha de raciocínio azêmola e solene, e por assim dizer até macabra de que “se o governo não me incomoda, tudo está perfeito, mesmo que pessoas morram à minha volta”.

A verdade que vejo pouca gente divulgando nos debates sobre o assunto é que nos tempos da DITADURA MILITAR havia uma grande massa de pessoas que não se importavam realmente com a democracia ou a liberdade de expressão. Muitos nem sabiam o significado dessas palavras, o que é aceitável, levando em conta que o analfabetismo no Brasil da década de 1960 chegava a 60 e até 70% em muitos estados, segundo o IBGE.

Por isso grande parcela da população brasileira da atualidade não teve e não tem familiar que foi perseguido nessa época, o que é muito normal, levando em conta que quando a ditadura chegou ao fim o Brasil contava com mais de 136 milhões de pessoas. E tudo isso pode ser usado para reforçar o discurso falseado de que só os “piores cidadãos” eram perseguidos pelos militares. A mim isso significa algo bem simples. O que veio depois não foi graças ao esforço da maioria, o que na minha modesta opinião endossa mais ainda as histórias de luta de quem seguiu na contramão da obviedade.

Pondero que ter vivido na época da ditadura e tê-la compreendido na essência são coisas completamente diferentes. Conheço muitos idosos que a enaltecem, inclusive da minha família, mas esses não desempenhavam atividades intelectuais, culturais, artísticas ou econômicas que pudessem ser cerceadas. Sendo assim, considero no mínimo incoerente citar um familiar que pouco ou nada contribuiu para os rumos da democracia no Brasil, mesmo que não exercida na sua plena funcionalidade.

Em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, tivemos até obras musicais e poemas censurados no Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup), principalmente nas décadas de 1960 e 1970, porque o Dopes suspeitou que havia conteúdo subversivo nos trabalhos enviados, o que não era verdade. E são pessoas que qualificam a ditadura militar como revolução que falam mal de ditadores. Ou seja, um entranhado e estrambólico paradoxo.

Além disso, acredito que embora o Golpe de 1964 tenha sido colocado em prática como uma promessa de transformar o Brasil em um país do futuro, o que ele fez foi instituir uma retrógrada forma de colonialismo baseada em relações de trabalho fundamentadas no barateamento e precarização da mão de obra, o que já acontecia na Europa e nos Estados Unidos na década de 1920.

Ou seja, inspirados na velha Doutrina Góes Monteiro, da Era Vargas, os generais fizeram com que o Brasil evoluísse sim em industrialização, não tenho dúvida disso, mas um progresso que a exemplo de outras versões beneficiou a menor parcela de brasileiros.

O papel dos Estados Unidos no golpe de 1964

leave a comment »

Documentário mostra o papel dos Estados Unidos no Golpe de Estado de 1964 (Imagem: Divulgação)

Documentário mostra o papel dos Estados Unidos no Golpe de Estado de 1964 (Imagem: Divulgação)

Dias atrás, revi o documentário “O dia que durou 21 anos”, do Camilo Galli Tavares, lançado em 2013. Recomendo para quem quer entender até onde foi o papel dos Estados Unidos no Golpe de Estado de 1964, culminando na Ditadura Militar. São três capítulos divididos em “A Conspiração”, “O Golpe de Estado” e “O Escolhido”. O que ajuda a enriquecer o documentário são os arquivos secretos com conversas e depoimentos de John Kennedy, Lyndon Johnson (que assumiu o poder após a morte de Kennedy) e do embaixador Lincoln Gordon, principal financiador do golpe através da Operação Brother Sam.

Muito interessante a forma como as entrevistas são apresentadas. Há depoimentos de apoiadores de João Goulart, de generais que participaram da deposição do presidente e também de pesquisadores de universidades do Brasil e dos Estados Unidos, além de profissionais que trabalham no Departamento de Arquivo Secretos do Governo dos EUA. Achei intrigante a sinceridade de um general após ser questionado sobre como seria se a Ditadura Militar começasse hoje. Ele sorri e responde simplesmente que não precisariam torturar nem matar ninguém, já que vivemos na era da guerra da informação.

Curiosa também a ingenuidade do responsável pelo Arquivo Secreto dos Estados Unidos ao dizer que até hoje não conseguiu entender como os brasileiros levaram 21 anos para se livrarem do Regime Militar. O que o entrevistado não sabe é que até os anos 1960 o analfabetismo no Brasil chegava a 60 e até 70% em muitos estados.

Saiba Mais

O documentário está disponível integralmente no YouTube.

A trajetória de Brizola

with one comment

Um político que foi amado e odiado pelo Brasil

Filme explora a controversa figura do político gaúcho (Foto: Reprodução)

Filme explora a controversa figura do político gaúcho (Foto: Reprodução)

Lançado em 2007, o documentário Brizola – Tempos de Luta, do cineasta gaúcho Tabajara Ruas, embora tenha um título sugestivamente tendencioso, é uma biografia de Leonel Brizola sob a ótica de pessoas que, de algum modo, conviveram com o amado e odiado político, tido como louco por alguns e considerado visionário por outros. Em síntese, uma curiosa obra sobre o homem que por pouco não se tornou presidente do Brasil.

Brizola foi uma das mais controversas figuras públicas deste país e morreu aos 82 anos, em 21 de junho de 2004. Com uma trajetória política de seis décadas, o gaúcho entrou para a história como o único brasileiro a governar dois estados: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

O ex-governador conquistou fama no Brasil no início da década de 1960, após o episódio da “campanha da legalidade”, em que desafiou os militares e defendeu direitos constitucionais após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Além de trazer à tona muitas imagens de momentos importantes da política brasileira que nunca ganharam espaço na TV, o documentário Brizola – Tempos de Luta tem como epicentro um conflito entre o político e o empresário Roberto Marinho, então proprietário da Rede Globo de Televisão.

Brizola

Brizola teve o privilégio de ser governador de dois estados (Foto: Reprodução)

A briga girou em torno de ofensas pessoais que Marinho dirigiu ao desafeto Leonel Brizola em 1992, usando todos os seus veículos de comunicação. O direito de resposta do político, obtido judicialmente, foi levado ao ar dois anos depois por meio da sorumbática voz de Cid Moreira durante uma antológica edição do Jornal Nacional.

Para os defensores do ex-governador, o episódio foi uma vitória, pois pela primeira vez na história da televisão brasileira alguém teve a oportunidade, sob o respaldo da lei, de fazer críticas severas a um grande empresário da teledifusão.

Para evidenciar a forte personalidade de Leonel Brizola, Tabajara Ruas não esconde que o foco maior é a narrativa, inclusive em várias cenas não há riqueza de detalhes, mas sim apenas uma câmera que sem profundidade se fecha diante do político e do microfone. No filme, também há participações dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, além de um relato verossímil sobre o encontro de Brizola com o revolucionário argentino Che Guevara no Uruguai em 1961.

Persil: brasilidade em evidência

with 10 comments

Premiado artista plástico destaca a importância de se valorizar a cultura brasileira 

Gabirus: identidade folclórica com ênfase na realidade. (Crédito: David Arioch)

Gabirus: identidade folclórica com ênfase na realidade urbana. (Foto: David Arioch)

O paranavaiense Roberto Persil se interessou pelas artes plásticas ainda na juventude. De lá para cá, são mais de 40 anos de carreira, sintetizados em pelo menos 1,5 mil obras, entre pinturas e esculturas que retratam a brasilidade. O reconhecimento de tal longevidade são as inestimáveis premiações e participações em salões de artes do Paraná, São Paulo e Mato Grosso.

 

Apaixonado pela cultura nativa brasileira e regionalista, Persil trabalha com elementos que resgatam lendas de um Brasil ainda desconhecido pela maioria. Exemplo é uma série de esculturas que vai muito além da acadêmica releitura contemporânea. “Recriei os Gabirus. São seres que moram embaixo de pontes e se situam entre o homem e o animal. Representam as pessoas que perderam o vínculo com a sociedade e com a família”, revela.

Outra característica dos Gabirus é que, assim como os mendigos, eles também vagam pelas ruas recolhendo coisas do lixo para comer. Além disso, criam relações afetivas com animais, principalmente gatos, cães e ratos – seres que consideram pertencentes a um mesmo plano existencial.

O artista plástico também se dedica a fazer releituras mais sofisticadas da realidade. Em uma de suas obras, a profundidade expressionista entre a fusão de colagem e pintura lhe rendeu um prêmio em um salão de artes. Conceituado pelo aporte inovador, gosta de mesclar materiais e elementos das mais diversas correntes artísticas. Algo perceptível no atelier que criou em casa, onde reúne centenas de obras.

O amor pela atividade é tão grande que Persil também montou um atelier em Cuiabá, no Mato Grosso, para onde viaja quando tem tempo. Sobre o motivo da escolha, justifica que é uma região com fortes elementos da cultura primitiva brasileira. “Vou pra lá todo mês de julho e aproveito pra absorver isso.Transfiro todo o conhecimento adquirido para as minhas esculturas e quadros”, frisa.

Quando tem pouco tempo disponível, o artista opta por concepções artísticas mais objetivas, em que o uso de tintas acrílicas é mais comum, pelo fato do processo de secagem ser mais acelerado. “Lecionei língua portuguesa por 30 anos, então adquiri esse costume de me dedicar a artes mais sofisticadas apenas quando tenho bastante tempo livre”, declara.

Roberto Persil com uma de suas telas: a interpretação depende da bagagem cultural do apreciador (Crédito: David Arioch).

Persil: “A interpretação depende da bagagem cultural do apreciador “(Foto: David Arioch)

Eis que surge um artista

Na infância, Persil tinha dificuldades para escrever, então seus pais o encaminharam a um artista local que dava aulas de caligrafia. Superado o problema e passado alguns anos, Persil se sentiu atraído pelos desenhos. “Tinha 12 anos e fiquei maravilhado com a beleza dos desenhos coloridos, do simples lápis-de-cor e da anatomia humana”, lembra.

Apesar de ter convivido durante décadas com a falta de tempo, o artista plástico já ultrapassou a marca de 1,5 mil obras. “Uma vez, para participar de um salão de artes, fiz 400 desenhos em dois meses. Isso foi em outubro e novembro de 1989”, conta.

Mesmo com um currículo artístico extenso, o prolífico Roberto Persil garante que as premiações recebidas no Paraná, São Paulo e Mato Grosso são sempre simbólicas. “Às vezes, somos premiados com R$ 500 e os custos com a peça é de R$ 800. Então é mais para somar à carreira”, garante. Persil faz parte do grupo de artistas brasileiros que sempre trabalharam para investir em arte. “O que não é fácil, pois exige dedicação”, assegura.

Aos 15, começou a usar crayon, determinante para se tornar frequentador do Empório Artístico Michelangelo, localizado na Líbero Badaró, em São Paulo. “Ia pra lá só pra comprar lápis francês e outros materiais”, destaca em tom bem-humorado. Mesmo muito jovem, os desenhos do artista já representavam mais que formas e cores; era o reflexo de um dom que partia do coração e se conduzia até os dedos das mãos. “Resolvi ir para São Paulo e Rio de Janeiro, o sonho de todo menino. Só que como vivíamos a Ditadura Militar era complicado. Sem emprego fixo, um garotinho era visto como suspeito”, revela.

Depois de dois anos vivendo entre São Paulo e Rio de Janeiro, produzindo arte final para listas telefônicas, Roberto Persil não conseguiu alcançar o sonho, mas descobriu nas capitais um novo fazer artístico. “Em 1973, me encantei pelas esculturas em madeira. Naquele tempo, trabalhos que valorizavam a cultura brasileira, principalmente nordestina, estavam no auge”, reitera. Mesmo não lucrando muito nas capitais, o artista trouxe consigo uma bagagem cultura que, segundo ele, não tem preço.

“Troquei a arte pela sobrevivência”

Em 1976, Roberto Persil começou a trabalhar com esculturas em madeira. Logo foi obrigado a render-se a uma indústria cultural em que a  originalidade artística perdia espaço para a injusta e desleal dinâmica das produções em série. “Como não tinha terminado a faculdade ainda, troquei a arte pela sobrevivência. Fazia tudo em um atelier no fundo de casa”, salienta.

No ano seguinte, retomou a carreira artística e conquistou estabilidade financeira se tornando professor de português. Em 1980, o artista ganhou seus primeiros prêmios. “Lembro bem da primeira vez. Foi no 2º Salão de Artes Plásticas para Novos, em Cascavel [no Oeste Paranaense]. Acho que deveriam investir mais nesses salões porque ajuda os artistas que estão em processo de maturação”, recomenda.

De acordo com Persil, é lamentável que os curadores de eventos artísticos não visitem ateliers de artistas principiantes. “São esses que precisam de ajuda, não os renomados. Nenhum órgão vinculado à cultura brasileira dá valor a quem está começando”, desabafa. Uma ótima contribuição seria a Secretaria de Cultura do Estado ou o Ministério da Cultura, por exemplo, ajudarem jovens artistas a criarem seus primeiros catálogos.

Contra o estrangeirismo

Produzir peças que resgatem a cultura nativa brasileira significa ofertar elementos históricos ainda desconhecidos pela população. Com esse pensamento, Roberto Persil faz um apelo para que os novos pintores e escultores brasileiros acreditem em si mesmo e no local em que vivem.

“Um artista não deve se vincular a estrangeirismo nenhum se quer reconhecimento genuíno. Devemos parar de importar ideias. Temos doze horas de luz, e essa luminosidade já pode ser explorada como fruto da nossa cultura”, enfatiza.

Saiba mais

Roberto Persil produzia 15 esculturas por semana na época em que contava com ajuda de um auxiliar.

Em média, o artista plástico pinta uma tela por semana.

Frase de destaque

“Nunca saberei dizer quantos desenhos já fiz, porque toda arte que produzo nasce de um desenho.”